Como reduzir os riscos na cadeia de suprimentos?

A redução dos riscos da cadeia de suprimentos é uma estratégia fundamental para o desenvolvimento empresarial. Gestores que atuam com compras, logística e gestão de fornecedores devem estudar maneiras de minimizar os impactos negativos desencadeados por erros e ineficiência dos processos.

Apesar de ser um desafio comum ao cotidiano desses profissionais, existem ações que podem ser executadas para tornar a gestão mais eficiente e produtiva. Obviamente, o sucesso desses métodos demanda estudo e planejamento. São as decisões estratégicas que trazem os melhores resultados.

Acompanhe, a seguir, as melhores práticas para minimizar os riscos em sua cadeia de suprimentos!

Quais são os principais riscos da cadeia de suprimentos?

Partindo da premissa de que, para se eliminar um risco, é preciso conhecê-lo, é oportuno apresentar os principais problemas enfrentados em uma cadeia de suprimentos.

Destaca-se que essas diferentes situações podem afetar a qualidade e a eficiência de todo o trabalho da empresa. Um gestor eficiente deve ser capaz de identificá-los para, em seguida, estudar as melhores táticas de intervenção.

Riscos econômicos e financeiros

Ao contratar um fornecedor, o negócio está exposto a riscos econômicos e financeiros. Em geral, o futuro parceiro pode não ter porte e capacidade de arcar com as negociações e enfrentar problemas relacionados à rentabilidade, à liquidez e ao endividamento.

Tudo isso contribui para uma parceria instável e até prejudicial à produtividade da empresa. A contratação de um fornecedor com dificuldades econômicas pode comprometer toda a cadeia produtiva.

Risco político

Muitas vezes, em especial na contratação de fornecedores internacionais, a situação macroeconômica e geopolítica do local em que a empresa está instalada pode interferir em sua atuação e gerar um risco importante à cadeia de suprimentos.

Estar munido de informações sobre questões políticas é uma estratégia primordial para evitar esse tipo de problema, pois não expõe o seu negócio a tal risco.

Risco de planejamento

Planejar a contratação de um fornecedor, bem como a elaboração do contrato são fases imprescindíveis ao sucesso da parceria. Os prazos, os processos prioritários, as estratégias e as políticas dos dois negócios devem estar alinhados. Caso contrário, há um risco significativo à sua operação.

Cita-se, como exemplo, os impactos negativos da contratação de um fornecedor que não consegue atender a grandes demandas e, assim, inviabiliza todo o funcionamento empresarial.

Risco relacionado à qualidade do produto ou serviço

Contratar um fornecedor que não executa um bom serviço ou entrega um produto de baixa qualidade é mais um risco à cadeia de suprimentos. Isso revela a importância de exigir e analisar certificações internacionais de qualidade, principalmente as emitidas por empresas que tenham credibilidade no mercado.

Em caso de parcerias já em andamento, é necessário apostar em padrões de qualidade. A exigência desse padrão mínimo garante que a cadeia continue produtiva e operando dentro do planejamento.

Risco à exposição trabalhista e fiscal

Infelizmente, existem no mercado diversas empresas com passivos trabalhistas e fiscais. Firmar parceria com essas empresas é um grande risco não apenas à cadeia produtiva, como à imagem da sua empresa.

Apostar em métodos legais para avaliar e evitar a exposição de seu negócio a esse tipo de risco é fundamental. Uma falha pode representar uma mancha na imagem da marca, que estará, indiretamente, compactuando com isso.

Como mitigar esses riscos em seu negócio?

Conforme observado, a cadeia de suprimentos está exposta a ameaças de diversas naturezas. Isso exige do gestor uma atuação estratégica e focada em reduzir a incidência desses problemas em sua empresa.

No cotidiano, porém, essas ações nem sempre são fáceis de serem identificadas. Por essa razão, reunimos as melhores práticas para tornar um negócio menos exposto aos riscos apresentados. Acompanhe!

Use os dados para a previsão de eventos

O uso de dados é uma das ações mais eficazes no enfrentamento a tais riscos. As demonstrações financeiras, por exemplo, podem ser entendidas como uma fotografia da situação da empresa e precisam ser analisadas com atenção.

Os dados preditivos, especialmente os apresentados no Relatório de Análise de Fornecedores (RAF), podem indicar, dentre outras coisas, que o negócio:

  • não está rentável;
  • tem um alto grau de endividamento;
  • não honra os contratos com os seus fornecedores;
  • tem registros em órgãos de proteção ao crédito;
  • possui passivo trabalhista ou fiscal.

Observe que a análise desses dados é uma maneira de identificar uma tendência de como esse negócio pode se comportar, caso seja contratado por sua empresa.

Conte com um plano de mitigação de riscos

Ter um plano de mitigação de riscos é uma ação crucial para quem deseja manter um controle maior sobre a sua cadeia produtiva. Utilizar como base uma boa metodologia avaliadora, como a da cial dun & bradstreet, é o primeiro passo.

Veja que é possível decidir com quais perfis de risco você atuará. Empresas de baixo risco podem receber mais liberdade, prazos e garantias. Já as empresas de risco elevado devem ser monitoradas com maior rigor, com solicitação de informações extras e garantias de que o contrato será cumprido.

Treine a equipe envolvida

O risco é, em sua essência, uma incerteza. Portanto, é preciso garantir que todos os funcionários estejam preparados para identificá-los. Para que a empresa não seja exposta aos riscos de seus fornecedores, mantenha o seu grupo alinhado e atualizado.

No caso de o seu negócio ter uma metodologia própria de avaliação de riscos, esse treinamento é ainda mais relevante. No entanto, é sempre possível contar o apoio técnico de uma empresa especializada.

Mantenha o foco na qualidade do processo de produção

É importante observar se o fornecedor conta com um processo estruturado de auditoria de qualidade e se tem uma preocupação real com a satisfação de seus clientes.

Quando a sua empresa e os seus parceiros têm o foco na qualidade do processo de produção, as chances de serem atingidos pelos riscos mencionados são menores e, portanto, há um benefício expressivo a todos os envolvidos.

Conte com fornecedores estratégicos para o negócio

Essa ação está relacionada ao planejamento. Ao criar a sua matriz estratégica, identifique os fornecedores estratégicos, isto é, os que em caso de falha, podem impactar significativamente a empresa.

No entanto, isso não é tudo. Os demais fornecedores, que não estão ligados à produção do produto, como transporte, também devem receber atenção. O ideal é que cada empresa seja tratada de acordo com o nível de importância que tem, exigindo-se o acompanhamento e a mitigação de riscos.

Destaca-se, nesse ponto, a importância de se investir em qualificação de fornecedores. Para isso, a estratégia mais eficiente é a análise de relatórios sobre o fornecedor, como o RAF, que fornece dados e informações importantes sobre o nível de confiabilidade da empresa.

Diante das informações apresentadas ao longo do post, é possível concluir que reduzir os riscos da cadeia de suprimentos é um objetivo que depende de boas ações para ser alcançado. As dicas apresentadas são eficientes e permitem que a sua empresa consiga operar sem enfrentar os problemas comuns da cadeia produtiva.

Desse modo, é essencial estudar, planejar e utilizar dados relevantes e atuais para mitigar tais riscos e firmar parcerias com bons fornecedores. Em geral, é essa gestão qualificada que garante bons resultados à empresa.

As informações apresentadas ajudaram você? Deseja aprender um pouco mais? Leia o passo a passo para fazer a análise financeira de uma empresa!

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