4 tendências da logística reversa para você ficar de olho

Questões como sustentabilidade e os impactos das formas de produção no meio ambiente têm sido cada vez mais debatidas, principalmente como parte dos desafios da logística no Brasil. Nesse sentido, o compartilhamento da responsabilidade relativa aos cuidados com o descarte de produtos e o reaproveitamento de materiais, com foco na melhoria dos processos produtivos, são algumas das tendências da logística reversa.

As questões que compõem o conceito de Responsabilidade Social Empresarial (RSE) ou corporativa (RSC) surgiram em meados da década de 1970, como uma resposta às exigências da sociedade para que medidas fossem tomadas com objetivo de encontrar soluções para problemas ambientais, sociais, éticos e econômicos.

Apesar de ser uma questão complexa e que envolve uma série de fatores, a sustentabilidade na cadeia de suprimentos já faz parte da rotina de 52% das empresas, ainda que mais de 70% das ações realizadas cubram apenas um subconjunto restrito de materiais, de acordo com levantamento realizado pela Universidade Stanford.

O que é logística reversa?

A logística reversa permite a otimização da rotina de transporte, além da melhora dos serviços de trocas e devoluções, com aproveitamento de embalagens e a aposta na economia compartilhada.

Uma cultura organizacional que se mantém alinhada às questões ambientais é, também, aquela que compreende que a sustentabilidade de um negócio pode ser diretamente atrelada ao cuidado com todas as etapas da cadeia produtiva e da logística.

Para ser socialmente responsável, a corporação deve cuidar do capital humano, e isso diz respeito não somente à maneira como lida com as pessoas, sejam elas fornecedores, funcionários, consumidores ou pessoas da comunidade na qual a empresa está inserida, mas também à forma como suas atividades impactam econômica e ambientalmente todas essas pessoas.

Sendo assim, a logística reversa é um tipo de política que tem como foco o crescimento empresarial sustentável, a partir de mudanças na cadeia de suprimentos para a melhor utilização de recursos naturais e o reaproveitamento do que é descartado.

Fazem parte dos processos da logística reversa:

  • embalagens de produtos químicos
  • pilhas e baterias
  • lixo hospitalar
  • pneus
  • peças de informática
  • equipamentos eletrônicos
  • eletrodomésticos
  • lâmpadas fluorescentes, de mercúrio e vapor de sódio
  • agrotóxicos e medicamentos

Em 2010, com a implementação da Lei nº 12.305 — a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), o conceito da logística reversa ganhou mais força e Seus impactos estão ligados aos fabricantes, às transportadoras e clientes.

Tal lei define o conceito como “instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada”.

Então, cada uma das partes da logística reversa terão uma obrigação. Os consumidores devem devolver produtos que não são mais utilizados em postos de coleta específicos. Já os comerciantes, instalar locais para coleta dos produtos que se enquadram na política da logística reversa.

Todas as vertentes que englobam o tema de sustentabilidade vêm ganhando força a cada dia, e com razão. Pesquisas reveladas no relatório do IPCC sobre aquecimento global reforçam a importância do Brasil em intensificar a implementação de ações concretas que diminuam a emissão de gases de efeitos estufa – e não ir na contramão do acordo de Paris.

O governo também participa, conscientizando consumidores e fiscalizar a execução das políticas da logística reversa.

Por isso, essa prática deve incentivar a reciclagem, o reaproveitamento de materiais e, também, o descarte adequado de resíduos sólidos.

Para que os efeitos práticos da iniciativa possam ser sentidos, é importante conhecer as principais tendências da logística reversa que se adequam com as necessidades do tempo atual. Confira!

Quais são as principais tendências da logística reversa?

A logística reversa deve ser aplicada por meio da análise da cadeia produtiva, com informações sobre o ciclo de vida de cada produto, assim como os possíveis tratamentos para os resíduos correspondentes.

Por meio de acordos com cooperativas ou com parceiros estratégicos, é possível minimizar os impactos negativos do descarte de resíduos, assim como melhorar a logística a ponto de reduzir os efeitos ambientais do transporte.

Para seu bom funcionamento, é essencial que os gestores tenham uma visão global do supply chain, com foco no aspecto socioambiental. Confira, a seguir, 4 tendências da logística reversa!

  1. Suporte regional para reduzir tarifas e custos

Para melhorar a cadeia de suprimentos e garantir melhores condições — tanto na questão logística quanto de custo — é preciso expandir a gama de fornecedores e apostar na criação de bases em países que não são tão afetados pela incidência de altos impostos, ou mesmo que não estejam sendo, no dado momento, impactados por crises internas e danos por conflitos, como guerras.

Dessa forma, as tarifas de frete podem ser calculadas de acordo com as alíquotas de cada região, combinado à possíveis melhoras tanto na logística de transporte quanto no descarte dos resíduos.

Ainda assim, adicionar fornecedores pode significar um aumento similar nos custos com compliance e análise de dados, por isso é importante contar com parceiros estratégicos aptos para avaliar o cenário de cada país, assim como suas demandas ligadas à sustentabilidade e ao respeito pelas normas.

  1. Análise e visibilidade em tempo real

As ferramentas de análise de dados em tempo real, interconectadas com a cadeia de suprimentos, permitem que as empresas cumpram com suas obrigações técnicas e burocráticas, e acompanhem as etapas da logística.

Como tendência para a logística reversa, trata-se de um meio de avaliar cada etapa do processo da cadeia de suprimentos, rastreando as informações de forma escalável. Com visibilidade e análise de dados, é possível conhecer a fundo as necessidades do mercado.

  1. Economia compartilhada e logística colaborativa

Tanto a economia compartilhada quanto a logística colaborativa são formas de engajar e reunir empresas, parceiros, fornecedores e até mesmo clientes para a redução de custos e da carga tributária, além do compartilhamento da atuação e das demandas.

Como ferramenta de logística reversa, permite a melhor utilização dos meios de transporte, com otimização de espaços e recursos, além da reutilização de materiais.

Entre as vantagens, além da redução no número de viagens (o que tem impacto positivo no meio ambiente), também está o aprimoramento de processos.

Algumas possibilidades da logística colaborativa são:

  • compartilhamento de caminhões;
  • aproveitamento das rotas de transporte;
  • reutilização de embalagens de transporte;
  • maior eficiência logística.

Para que a economia compartilhada funcione, é essencial utilizar da tecnologia como ferramenta para ligação entre as partes interessadas nas parcerias colaborativas, assim como recursos que permitam o rastreamento das possibilidades de transporte, armazenamento e distribuição na cadeia de suprimentos, por meio da disponibilidade.

  1. Utilização da tecnologia blockchain

Como ferramenta a ser aplicada para reduzir os riscos da cadeia de suprimentos, o blockchain permite que todas as partes envolvidas no processo da logística reversa possam se envolver no acompanhamento das ações.

A solução garante mais transparência e potencializa a confiança nos dados de várias áreas, até mesmo no compartilhamento de informações — o que se aplica perfeitamente neste caso.

O blockchain não substitui os sistemas de gerenciamento de dados atuais, mais contribui para uma visualização do sistema como um todo na forma de plataformas confiáveis para a cadeia de suprimentos.

A logística reversa é uma forma da empresa demonstrar o seu comprometimento com questões ambientais e com o respeito às leis, além de ser um ponto que agrega valor ao produto e melhora a reputação da marca.

Agora que você já sabe quais são as tendências da logística reversa, assine a nossa newsletter e confira dicas exclusivas para melhorar o seu relacionamento com fornecedores!

 

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